quarta-feira, 24 de junho de 2009

Relações Trabalhistas

"Todo mundo quer subir, a concepção da vida admite..."


Tudo começou há cerca de duas semanas, quando o grupo musical do Augusto se apresentou num programa de rádio e eu fui junto como boa produtora que sou.
(Ah! Sobre minha relação com o Augusto: amigos, acho que dali não sai mais nada! Sei lá... ele não tá no momento de namorar, eu também não consigo me ver com ele. Acho que a gente não tem muito a ver mesmo! Mas tá tudo certo, sem ressentimentos, quem sabe outro dia?)

Lá na rádio, conheci o produtor do programa, o Arthur. O cara pareceu gente fina, foi atencioso comigo e com os meninos, tudo normal. Após o programa, ele veio pedir que eu voltasse à rádio na semana seguinte para buscar o material gravado e conversar também sobre alguns outros trabalhos de produção que eu estou iniciando.
Arthur é bastante influente no meio musical, conhece muita gente no Brasil e no exterior e, pra mim, ele é um baita contato que pode me ajudar (e muito) profissionalmente.

Na semana seguinte, no dia e horários combinados, estava eu novamente na rádio. Peguei o material e fui conversar com ele. De início, conversávamos informalmente, mas sobre assuntos profissionais mesmo. Até que houve aquela perda momentânea de assunto para ambos e ele começou:
- Então, Lily, o que você gosta de fazer quando não tá trabalhando?

Aff Maria! Eu não a-cre-di-tei que tudo aquilo provavelmente era um joguinho pra ele me "conhecer melhor". Tudo bem que essa pergunta não teve nada demais, mas meu radar de homem dando mole é afiadíssimo! Eu duvidei que estivesse enganada e realmente não estava.

Hoje, tive que vê-lo de novo e os moles ficaram mais incisivos. A máxima de hoje, além de ter me convidado para assistir aos Paralamas (ahh golpe baixo!), foi:
- Ah você deveria aparecer mais por aqui. Sempre que você vem, o ambiente de trabalho fica mais agradável.

Eu mereço...


Bom, lógico que se ele fosse bonito, eu não estaria reclamando (mas já repararam que os bonitos não fazem isso?), mas Deus não o favoreceu na fila da beleza. Não que ele seja horroroso, mas bonitinho também não é. Confesso que ele parece ser interessante, mas agora eu não ficaria com ele mesmo. Desculpem-me os feios, mas homem feio a gente só fica ou bêbada, ou depois que conhecemos e percebemos se tratar de alguém maravilhoso.

Ok, mas voltando. Homens dando em cima no ambiente de trabalho é, infelizmente, algo bem comum. Essa não foi a primeira e nem será a última vez que acontece comigo. A diferença é que o cara em questão, dessa vez, tem um certo "poder" nas mãos. Então, se corto completamente a onda do cara, posso perder um contato ótimo e, com isso, a chance de ter várias portas abertas pra mim profissionalmente.

Porém, o certo é que eu não vou ficar com ele, enquanto eu não quiser. Não sou do tipo que se vende, por mais que eu tenha as minhas ambições.
Mas e se eu não quiser ficar com ele nunca? Vou ter que continuar fingindo que não entendi as insinuações dele até quando?

segunda-feira, 8 de junho de 2009

A Alienista

"Quando acabar o maluco sou eu..."


Alguém já leu O Alienista, do bom e velho Machado de Assis? O livro conta a história de um médico que acha que todos em sua cidade são loucos e, por isso, os interna numa espécie de claustro. Eu tenho me sentido como esse médico, embora eu não tenha licença para sair por aí internando pessoas.

Mas por que tanta revolta? - vocês devem estar se perguntando.
Simples. Eu não aguento mais homem sem noção! E, sem brincadeira, ultimamente venho pensando que, definitivamente, eles se tornaram a maioria (pelo menos dentre o grupo hetero).
O lugar mais propício para encontrá-los são em casas noturnas e em demais "baladas". Por isso, recomendo que se você quer fugir de malucos, não saia de casa à noite! Pode ser muito perigoso!

Bom, para exemplificar esses seres encontrados pelas noites do Rio de Janeiro, citarei aqui um caso digno de internação no claustro do Machado de Assis:

Semana passada eu resolvi ir pra night para deixar de lado esses homens da minha vida que já estão me deixando de saco cheio. Foi quando eu conheci o Desesperado.
Ficamos, foi bem legal, trocamos contato e no dia seguinte ele me adicionou no msn, no orkut e ainda me ligou. Quando eu vi que ele era canceriano, já fiquei um pouco cabreira, pois eles tendem a ser grudentos. Mas sei lá! Vai que esse era diferente?

Conversamos pelo messenger, no dia seguinte à ficada:
- Vamos no cinema? - perguntou ele.
- Quando?
- Agora!
- Pô, tô cansada, tô meio na merda depois de ontem... Vamos outro dia!

- Ah se você já começa rejeitando saída assim no dia seguinte porque tá de preguicinha, já vi que não vai vingar.

(Oi?)

Só sei que ele ficou meio puto por eu não ter aceitado prontamente ir ao cinema com ele.

No dia seguinte, ele puxa assunto no msn exatamente assim:
- Você ainda gosta dele?
- Dele quem?
- Do seu ex?
- Olha, desculpa, mas eu sinceramente acho que isso não te diz respeito ainda.
- Você tem vergonha dos seus sentimentos?
- Não! Só não tô a fim de falar dos meus sentimentos com quem eu conheci anteontem.
- Isso foi um fora?
- Mais ou menos...
- Você não se sente como se tivesse me conhecido há mais tempo? Porque eu me sinto como se te conhecesse há muito mais que dois dias.
- Err.... não.
- Você é muito fria.

- Gelada.

E depois de ter feito outras inúmeras perguntas muito pessoais e cotidianas, disse que eu não era humilde e que eu ainda iria amadurecer e, então, mudar de postura quanto a me abrir com pessoas que conheci há 2 dias. Afinal, quando ele tinha a minha idade, era mais ou menos como eu (Tá... ele é 2 anos mais velho que eu. Quanto amadurecimento!)
Para finalizar com chave de ouro, o bonito ainda me mandou um torpedo às 4h da manhã, me chamando de gelada!

Gente, aonde já se viu isso?
Eu quero arrumar um namorado, sim. Mas não na marra, né?
Eu não tenho que me sentir obrigada a namorar uma pessoa que eu conheci há 2 dias! E se ele exige satisfação da minha vida sem me conhecer, imagina se fosse meu namorado! Inferno na terra (e se há uma coisa que eu detesto é homem grudento!!).

Bom, voltando ao Machado de Assis, tem uma passagem do livro que ele conclui que se todo mundo é louco, os sãos é que deveriam ser internados no claustro.
Pois é... tá cheio de maluco aí fora e os sãos estão escondidos.
E, se vocês não leram mas pretendem ler O Alienista, sugiro que não leiam o final desse post pois contarei o final da história!


Lá vai:
O médico, no fim das contas, conclui que ele próprio era o único são da cidade. Ninguém reconhece nenhum traço de loucura em sua personalidade. Portanto, ele mesmo se interna em seu claustro e por lá falece, sozinho.
Eis o meu fim.

(Ok. Mentira. Também tenho minha dose de insanidade, como todo mundo. Mas por que será que é tão difícil encontrar homens disponíveis que tenham uma loucura apenas moderada?)